Spinal cord injury (SCI) is an untreatable neuropathology that causes severe disfunction and disability. Cell-based therapies hold neuroregenerative and neuroprotective potential and, although studied in SCI patients for more than two decades, long-term efficacy and safety remain unproven, and it is still debated which cell types result in higher functional recovery. This thesis comprises a comprehensive review of 100 SCI cell-based clinical trials, discussing its trends and critically analyzing their strengths and limitations. The type of cells used - olfactory ensheating cells (OECs), Schwann cells, macrophages, neural stem cells (NSCs) and other stem cells (SCs) derived from various tissues, including peripheral blood (PB) - were compared in terms of effectiveness, by using gold-standard efficacy outcome measures like the ASIA Impairment Scale (AIS). Most of the trials are in early phases of clinical development, involve patients with traumatic, chronic and complete injuries, and do not display a randomized comparative control arm. Bone marrow (BM-)SCs and OECs are the most used cells, and open surgery and injection the most common delivery methods. Amon the SCs, autologous PB-SCs transplants showed the highest percentage of patients with AIS improvement, while NSCs allotransplants (from human embryos/foetus) yielded the highest percentage of AIS improvement by 2 or more grades. Therefore, these cells may hold a promising potential for SCI cell therapy, but a standardization of the trials is needed to allow unbiased comparisons and draw more relevant conclusions. PB-SCs for autologous transplants are isolated within peripheral blood mononucleated cells (PBMCs). Further, NSC derived from induced-pluripotent stem cells (iPSCs), arising from reprogrammed PBMCs, could comprehend a safer and more easily-obtained NSC-based therapy. A pilot study was thus conducted on good practices for in vitro PBMCs culture, with the goal of implementing it in our lab and aiming to further explore them as a source of cells for SCI therapy. Blood samples from 3 healthy donors were used to optimize PBMCs’ isolation, expansion, and cryopreservation. A mean of 1.69x106 PBMCs could be isolated per mL of collected blood. When cultured in vitro for 7 days, PBMCs tend to decline in number but their metabolic activity increases in last days of culture. Hematopoietic SCs (CD45+/CD34+), a potential source for iPSCs, were slightly enriched. The best cryopreservation method was the one using 70% FBS. Overall, the implementation of PBMCs’ culture techniques was successful, but further studies with a bigger sample size need to be carried out to confirm these results. A lesão medular (LM) é uma neuropatologia intratável que causa disfunções e incapacidades graves. Terapias celulares possuem potencial neurorregenerativo e neuroprotetor e, embora estudadas em pacientes com LM há mais de duas décadas, a sua segurança e eficácia a longo prazo permanecem não comprovadas, e ainda se debate que tipos de células resultam em maior recuperação funcional. Uma revisão abrangente de 100 ensaios clínicos para LM baseados em células foi efetuada, discutindo tendências e analisando criticamente resultados e limitações. A eficácia das células usadas - olfactory ensheating cells (OECs), células de Schwann, macrófagos, células estaminais neurais (NSCs) e outas células estaminais (SC), derivadas de vários tecidos incluindo sangue periférico (PB) - foi comparada usando medidas de resultados de eficácia padrão, como a ‘ASIA Impairment Scale’ (AIS). A maioria dos ensaios encontra-se em fase I/II, não são controlados nem randomizados, e envolvem pacientes com lesões traumáticas, crónicas e completas. As OECs e SCs da medula óssea são as células mais utilizadas. Entre as SCs, transplantes autólogos de PB-SCs resultaram em maior percentagem de pacientes com melhoria na AIS, enquanto os alotransplantes de NSCs embrionárias geraram a maior percentagem de melhoria na AIS em 2 ou mais graus. Ambas estas células detêm um potencial promissor para a terapia celular de LM, mas será necessário padronizar os estudos clínicos futuros para tirar conclusões mais relevantes. PB-SCs para terapia autóloga são isoladas de células mononucleadas de sangue periférico (PBMCs). As PBMCs também podem ser reprogramados em células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) e estas diferenciadas em NSCs, no que poderá vir a ser uma terapia de NSCs mais segura e fácil de obter. Um estudo piloto de boas práticas em cultura de PBMCs in vitro foi então conduzido de forma a implementar este protocolo no nosso laboratório para estudos futuros de terapia celular para LM. Amostras de sangue de 3 dadores saudáveis foram usadas para otimizar o isolamento, expansão e criopreservação de PBMCs. Foi possível isolar cerca de 1,69x106 PBMCs por mL de sangue recolhido. Quando cultivadas in vitro por 7 dias, o número de PBMCs diminui, embora a sua atividade metabólica aumente nos últimos dias. A subpopulação de SCs hematopoiéticas (CD45+/CD34+), uma potencial fonte de iPSCs, foi enriquecida. O melhor método de criopreservação correspondeu ao uso de 70% de FBS. No geral, a implementação das técnicas de cultura de PBMCs foi bem-sucedida, mas mais estudos com um tamanho amostral maior precisam de ser realizados para confirmar estes resultados. Mestrado em Biomedicina Molecular