Neste artigo, faz-se uma leitura crítica das tensões de gênero e suas relações com a ética e a sociedade apresentadas nas narrativas de Historia de una perdida y otros cuentos, da mexicana Cristina de la Concha. A partir de um diálogo, assim como de um protesto ético em relação ao histórico de violência contra a mulher, no México e na América Latina, nesses contos do livro a autora promove o desmascaramento e a denúncia do silêncio e da naturalização a que, tradicionalmente, a violência simbólica e de fato contra a mulher são relegadas. Por tratar-se de uma escritora ainda praticamente desconhecida da crítica, o estudo visa, também, a apresentá-la ao público leitor brasileiro.