This text aims to reflect on the autofictional tale of Veronica Stigger, showing how the author overcomes this concept when verifying its wear in contemporary literature. For this, we will analyze three short stories by Stigger: “The book”, published in Sombrio Ermo Turvo, “True image” and “200 m2”, published in Os anões, texts that present themselves as parodies of autofiction. Thus the writer, when transmuting herself into a character, distorts her own image, in a specular process of her texts and authorship. When considering the characteristics of the contemporary tale and the specificities of Stigger's tale, we seek to highlight, taking as a theoretical contribution, above all, the studies on Vicent Colonna's autofiction and the essays on Umberto Eco's mirrors, as Stigger forges unusual lives for herself for show that everything is fiction. Este texto pretende reflexionar sobre el cuento autoficticio de Veronica Stigger, mostrando cómo la autora supera este concepto al comprobar su desgaste en la literatura contemporánea. Para ello analizaremos tres cuentos de Stigger: “El libro”, publicado en Sombrio Ermo Turvo, “Imagen verdadera” y “200 m2”, publicados en Os anões, textos que se presentan como parodias de la autoficción. Así la escritora, al transmutarse en personaje, distorsiona su propia imagen, en un proceso especular de sus textos y autoría. Al considerar las características del cuento contemporáneo y las especificidades del cuento de Stigger, buscamos destacar, tomando como aporte teórico, sobre todo, los estudios sobre la autoficción de Vicent Colonna y los ensayos sobre los espejos de Umberto Eco, como Stigger forja vidas insólitas para demostrar que todo es ficción. Este texto visa a refletir sobre o conto autoficcional de Veronica Stigger, evidenciando como a autora supera esse conceito ao constatar o seu desgaste na literatura contemporânea. Para isso, analisaremos três contos de Stigger: “O livro”, publicado em Sombrio Ermo Turvo, “Imagem verdadeira” e “200 m2”, publicados em Os anões, textos que se apresentam como paródias da autoficção e que ressaltam como a escritora gaúcha, ao transmutar-se em personagem, distorce sua própria imagem, num processo especular de seus textos e da própria autoria. Ao considerarmos as características do conto contemporâneo e as especificidades do conto de Stigger, procuramos evidenciar, tomando como aporte teórico, sobretudo, os estudos sobre autoficção de Vicent Colonna e os ensaios sobre os espelhos de Umberto Eco, como Stigger forja vidas inusitadas para si para mostrar que tudo é ficção.