1. Detecção e isolamento de lentivírus caprino em células do cordão umbilical de cabras
- Author
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Juscilânia Furtado Araújo, Alice Andrioli, Raymundo Rizaldo Pinheiro, Renato Mesquita Peixoto, Ana Lídia Madeira de Sousa, Ana Milena Cesar Lima, Cíntia Daudt, Gabriel Paula Amaral, Samara Cristina Rocha Souza, and Maria Fátima da Silva Teixeira
- Subjects
Cultivo celular ,DNA pró-viral ,Geleia de Wharton ,LVPRs ,Transmissão congênita. ,Agriculture (General) ,S1-972 - Abstract
Os lentivírus de pequenos ruminantes (LVPRs), os quais englobam os lentivírus caprino e ovino, causam danos graves à saúde dos seus hospedeiros, diminuindo consideravelmente a produção e aumentando o descarte. A via intrauterina pode ser uma importante via de transmissão de LVPRs, uma vez que já foram detectados em recém-nascidos. Ademais, células do cordão umbilical apresentam permissividade à multiplicação desses vírus in vitro. Assim, objetivou-se detectar e isolar lentivírus caprino a partir de células mesenquimais da geleia de Wharton de cordão umbilical de cabras. Coletou-se 15 cordões umbilicais de oito cabras (sete positivas e uma negativa para LVPR via nPCR) submetidas à cesariana, os quais foram imersos em solução salina a 0,9% tratada. Em seguida, retirou-se a geleia de Wharton para cultivo em meio essencial mínimo (MEM) enriquecido, em estufa a 37°C e 5% de CO2, por 63 dias. Realizou-se troca de meio a cada sete dias, e a cada 21 dias realizou-se tripsinização e coleta do sobrenadante, destinado à reação em cadeia de polimerase nested (nPCR). A partir dos resultados positivos na nPCR foram escolhidos, aleatoriamente, três amostras para sequenciamento de DNA com finalidade de identificar o isolado viral. Observou-se que 40% (06/15) dos cordões foram positivos para lentivírus caprino (Lentivirus capartenc), anteriormente denominado vírus da artrite encefalite caprina (CAEV). Dos seis cordões positivos, um permaneceu positivo desde a primeira coleta do sobrenadante. Todas as amostras, com exceção das parcelas perdidas, apresentaram destruição celular e presença de sincício variando de um nível muito leve a um nível intenso. Constatamos também que 26% (04/15) das crias, com sangue coletado ao nascimento, apresentaram resultados positivos de nPCR para lentivírus caprino. As sequências de DNA quando alinhadas, revelou homologia entre si, e com as cepas padrões CAEV Co e MVV K1514 e com alguns isolados brasileiros descritos na literatura. Conclui-se que lentivírus caprino pode estar presente em células mesenquimais da geleia de Wharton de cordão umbilical de cabras naturalmente infectadas na forma de DNA pró-viral, oferecendo o risco de contaminação fetal.
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- 2025
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