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Da Negação do Nacional ao Nacional Negativo: a Crítica de Machado de Assis (do Oitocentos ao Contemporâneo)

Authors :
ALCANTARA FILHO, W. A.
Barros, J. A. M.
CARNEIRO, F. M.
DUTRA, P. R. S.
DELMASCHIO, A. P.
CARDOSO, M. R.
TREFZGER, F. S. P.
DALVI, M. A.
SALGUEIRO, W. C. F.
Source :
Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), instacron:UFES
Publication Year :
2017
Publisher :
Universidade Federal do Espírito Santo, 2017.

Abstract

Made available in DSpace on 2018-08-01T23:43:19Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_11377_Versão para diploma WolmyrAimbereAlcantaraFilho.pdf: 1122007 bytes, checksum: b01a7233bb330b1888ae085a3e31b23c (MD5) Previous issue date: 2017-09-26 O nacional foi sempre assunto relevante para a crítica machadiana de diversas épocas. Silvio Romero, José Veríssimo e Araripe Júnior foram os primeiros a se debruçar sobre o problema. Machado, que não escrevia segundo a tradição romântica e nacionalista, teve, entre esses pesquisadores, sua brasilidade estudada, esquadrinhada e, até mesmo, questionada. Havia, no entanto, também, a sensação de que as representações do país em sua obra seguiam um movimento mais interior e íntimo, e por isso sutil e difícil de observar. Uma segunda geração de estudiosos, sob o contexto histórico e cultural do Estado Novo, tornou a tocar no aspecto nacional. A negritude do escritor, antes assunto proibido, era agora demonstração de seu valor. Machado teria vencido a despeito de ser negro, diria Lúcia Miguel-Pereira, que vê nos romances da primeira fase uma tentativa do autor de representar, de maneira cifrada, essa experiência. Mais recentemente, novos críticos refletiram sobre o problema do nacional em Machado. Já não mais entendido como inexistente, o nacional ganha agora o adjetivo de negativo, na leitura de Roberto Schwarz. Para o crítico, o escritor, livre da necessidade de participar do período formativo de nossa literatura, podia se dedicar ao trabalho de problematizar, em romances e contos, nossa condição periférica. Uma virada nas leituras machadianas pode assim ser observada, a partir do último quartel do século XX, quando as interpretações que envolvem a história do Brasil e a sociedade parecem ganhar mais importância que as leituras ditas universalistas. John Gledson, Sidney Chalhoub e Eduardo de Assis Duarte seriam exemplos de estudiosos que, como Schwarz, deram consistência a essa nova visada sobre o escritor, que traz para o palco dos debates termos como negritude, escravidão e classe social. Como coroamento dessa maneira de ler Machado, estaria a problematização dos narradores em primeira pessoa dos romances. As lnterpretações que Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Memorial de Aires receberam desses estudiosos subverteram o modo de ler esses romances e trouxeram discussões que consideramos relevantes para os dias que correm. Palavras-chave: Machado de Assis; crítica literária; nacional; história do Brasil

Details

Database :
OpenAIRE
Journal :
Repositório Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (riUfes), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), instacron:UFES
Accession number :
edsair.od......3056..88f9d0b2876e7877b4483e82165a03e8